| Portugal é provavelmente o único país europeu que consegue reconstituir a sua história metrológica através de testemunhos materiais que sobreviveram através dos tempos. Graças à grande estabilidade das suas fronteiras continentais, ao longo de oito séculos de existência, existem hoje testemunhos por todo o país dessa história, mais ou menos dispersos por museus nacionais, municipais, de organismos públicos e particulares. O Museu de Metrologia do Instituto Português da Qualidade conserva e tem em permanente exposição hoje, as peças mais nobres desse espólio. Reunidas desde meados do século XIX pelos responsáveis sucessivos pelo serviço de pesos e medidas, através delas é possível reconstituir as diferentes reformas por que passou o sistema de pesos e medidas nacional e tomar contacto com o progresso tecnológico nessa realidade tão expressiva da actividade humana que é a medição. A operação de medir está desde a origem associada à de contar uma determinada quantidade unitária, as vezes necessárias até se atingir a quantidade pretendida. Se na origem da medição do comprimento, o Homem contava côvados, pés ou dedos, na medida das suas necessidades, hoje conta comprimentos de onda na ordem do femtometro para poder garantir o rigor dos artefactos que é capaz de produzir nas nanotecnologias. Se na grandeza tempo, contava os dias ou as luas e através da clepsidra e da ampulheta chegou às horas e aos minutos, hoje com os relógios atómicos conta o femtosegundo para atingir o rigor necessário às viagens espaciais. Através deste endereço do site da SPMet, pretendemos estimular a colaboração dos sócios, no sentido de recolherem e trocarem informação de interesse histórico, que enriqueça o património bibliográfico e identifique o espólio disperso por todo o país e ainda não reconhecido. É propósito da SPMet contribuir para uma cada vez melhor identificação do património nacional, criando um rastreio cada vez mais completo do espólio metrológico. |
